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FOLCLÓRICAS

OS FOLGUEDOS E DANÇAS FOLCLÓRICAS PRESENTES NO REPERTÓRIO DO GRUPO SÃO TRADICIONAIS NO ESTADO DE ALAGOAS.

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GUERREIRO:

 Auto popular, genuinamente alagoano, resultante da fusão de Reisados alagoanos, do antigo auto dos Caboclinhos, Chegança e Pastoris. Surgiu na década de 20, entre os anos de 1927 e 1929, em Alagoas, possivelmente na região da cidade de Viçosa.                                                                                                Possui em média 36 personagens entre: rei, rainha, mestre, contramestre,  Lira, Índio Peri e seus vassalos, Palhaço, General, Mateus, Sereia, Estrela de Ouro, Estrela do Norte, embaixadores, figurá entre outros.                                   Cada personagem é identificado pelos chapéus (em forma de igrejas, palácios, catedrais) enfeitados com espelhos, fitas, contas de aljôfar, enfeites de árvore de natal, diademas, coroas, guarda-peitos. O tecido utilizado na confecção das indumentárias é o cetim, com saiotes feitos de fitas coloridas, calções, mantos bordados de lantejoulas e gregas douradas.   O auto consta de uma sequência de cantigas dançadas, denominadas “peças”, intercaladas de “marchas” e representações (entremeios e partes). A parte mais importante são a do Índio Peri da Sereia, da Lira e os entremeios do Boi, indispensáveis em qualquer apresentação.                            

PASTORIL RELIGIOSO:

  O Pastoril é um folguedo natalino que tem suas apresentações realizadas no período que começa o Ciclo Natalino, do Natal até o Dia de Santos Reis. É uma fragmentação do Presépio, sem os textos declamados e sem os diálogos. É constituído apenas por jornadas soltas, canções e danças religiosas ou profanas, de épocas e estilos variados. Como os Presépios, origina-se de autos portugueses antigos, guardando a estrutura dos Noéis de Provença (França). As pastorinhas formam dois cordões: o encarnado, liderado pela mestra, e o azul, pela contramestra. A disputa entre os dois cordões é aproveitada como forma de angariar fundos para as obras sociais da paróquia, pois a cotação de cada cordão vai subindo de acordo com as doações pecuniárias de seus defensores.                                                                     Seus principais personagens são a Mestra, a Contramestra, Diana, a Camponesa, Belo Anjo, a Borboleta, o Pastor e as pastoras. Dois partidos (cordões) vestidos de cores diferentes, disputam as honras de louvar Jesus Menino. Levam um pandeiro feito de lata, com cabo e sem tampa, ornado de fita com a cor do cordão a que pertence.                                                                       Os trajes típicos da dança são saia, blusa, colete, meião e sapatilha compõem a roupa especial. Na cabeça, tiara ou chapéus com fitas e flores. Já nas mãos, pandeiros para casar com a cantoria e dar som à apresentação.     

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COCO DE RODAS:

  O Coco alagoano é uma dança cantada, sendo acompanhada pela batida dos pés ou tropel. Também é denominada de PAGODE ou SAMBA. Surge na época junina ou em outras ocasiões que se quer festejar acontecimentos importantes nas comunidades rurais. Por ocasião da tapagem de casa, o coco aparece em todo o seu esplendor. Tem origem africana, filiada ao batuque angola-conguense. Talvez tenha surgido na zona fronteiriça de Alagoas e Pernambuco, no cordão de serras ocupadas no século XVIII pelo célebre Quilombo dos Palmares. Dessa região espalhou-se por todo o Nordeste.                                                                                                                                  A vestimenta remete ao ciclo junino, para as mulheres, vestidos coloridos e rodados, na cabeça flores e laços de fita, para os homens, paletó com camisa xadrez e na cabeça chapéu preto.                                                                                   

TAIEIRAS:

   Dança-cortejo de caráter religioso afro-brasileiro, as Taieiras remontam aos tempos da escravidão e não possuem enredo específico, fazendo louvação a São Benedito e à Nossa Senhora do Rosário, sendo um cortejo natalino.            Seus personagens são: rei, rainha, Matheus, mestra, tia crioula, as puxa cordão e as africanas, estas divididas em dois cordões azul e encarnado (vermelho). O rei e rainha, retratam em suas vestes os antigos reinados de congo, a rainha veste vestido amarelo e flor amarela em sua mão. O Matheus veste roupa de palhaço, a tia crioula com roupa branca e carrega uma boneca em sua mão (calunga), as demais personagens trajam roupas coloridas e floridas com saia blusa pano da costa e turbante nas cabeças, na mão levam um ganzá que ajuda na musicalidade da brincadeira.                        

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BAIANAS:

  Grupo de dançadoras que, trajadas com as vestes convencionais de baianas, e se dividem em dois cordões azul e encarnado (vermelho), dançam e fazem evoluções ao som de instrumentos de percussão. Esse folguedo constitui uma modificação rural dos Maracatus pernambucanos ou é uma "alagoanização" dos maracatus, sem a corte real e sem a boneca (calunga), e mais elementos dos pastoris e dos cocos, mesclados com canções religiosas negras. Surgiu no sul de Pernambuco com a denominação de Samba de Matuto ou Baianal.                                                                                                                Seus personagens são: mestra, contramestras, bonecas, africanas (divididas em dois cordões).                                                                                                                 

MARACATÚ:

  Dança processional e cortejo real, parte dos Reinados dos Gongos. Não se deve confundir com o Auto dos Gongos, porque é uma reinterpretação deste. A palavra Maracatu é termo africano que significa dança ou batuque.    O Maracatu já foi chamado de "Candomblé de Rua", porque é um grupo de adeptos das religiões afro-brasileiras que saem às ruas para fazer saudação aos orixás, ou "santos" dessas religiões Em pleno carnaval ou natal. O Maracatu pernambucano penetrou com tanta intensidade em Alagoas que criou formas alagoanas dessa manifestação, assim como as Cambindas, o Samba-de-Matuto, as Negras da Costa, Baianas e as Caboclinhas.                       

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